Estudo aponta EVA negativo no setor elétrico entre 2017 e 2024
Desenvolvido por parceria firmada entre KPMG e Instituto Acende Brasil, o estudo indica que o retorno obtido entre 2027 e 2024 não remunerou o capital investido
Curtailment sobre geração solar e eólica impactou o resultado em 2024, aponta o estudo
Estudo da KPMG em parceria com o Instituto Acende Brasil mostra que o setor elétrico brasileiro acumulou EVA (Valor Econômico Agregado) negativo de R$ 134 bilhões entre 2017 e 2024. O dado indica que o retorno obtido pelas empresas não foi suficiente para remunerar o capital investido no período.
Apesar do crescimento médio anual de 11,4% do lucro operacional e do aumento do capital investido (7,8% ao ano), o EVA permaneceu negativo em todos os anos do período analisado devido ao alto custo de oportunidade do capital. Em 2024, o resultado foi impactado pelo avanço dos investimentos, pela alta taxa real de juros e pelos efeitos do curtailment sobre a geração eólica e solar.
O EVA de 2024 retornou a patamares próximos ao EVA de 2022, com maior spread econômico em relação a 2023, informa o estudo. A alocação de capital ocorrida em 2024 não obteve um Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) compatível, sendo que o EVA desse ano foi afetado pelo impacto negativo do curtailment sobre os resultados obtidos por empresas que atuam em geração eólica e solar. Também contribuiu para esse resultado negativo a elevação na taxa de desconto nominal, elevação que expressa uma alocação de capital com maior custo.