Frota elétrica cresce 90%, a média é 1 eletroposto para 30 carros

Data da publicação: 28/04/2026

Frota de veículos eletrificados — No Brasil, a frota de carros elétricos e híbridos cresceu 90% em comparação ao ano anterior, com cerca de 100 mil unidades vendidas nos três primeiros meses de 2023. Essa explosão de vendas traz à tona um desafio crítico: a infraestrutura de carregamento não acompanha a demanda, resultando em um eletroposto para quase 30 veículos. Enquanto isso, na China, com 37 milhões de veículos elétricos, a relação é de um ponto de carregamento para cada 2,3 carros.

O aumento no preço da gasolina, que subiu quase 7,5% desde o início do conflito no Oriente Médio, fez com que muitos donos de veículos híbridos optassem pela eletricidade. Essa mudança no comportamento dos consumidores evidencia a insuficiência dos eletropostos em todo o território nacional, onde apenas 21 mil estão disponíveis, a maioria situada na região Sudeste.

Qual a autonomia e preço dos eletropostos?

Bateria: não informado Autonomia: não informado Carregamento (0 a 80%): não informado Potência/Torque: não informado Preço médio: preço não divulgado

Os equipamentos mais comuns de carregamento no Brasil são lentos, demandando de 1h30 a 2 horas para completar uma recarga, enquanto os modelos mais rápidos custam mais de R$ 500 mil cada. Segundo Pedro Schaan, CEO da Zletric, “a resistência dos motoristas em adquirir carros elétricos puros está diretamente ligada à falta de infraestrutura confiável de recarga, principalmente em viagens longas”.

A situação da infraestrutura de recarga no Brasil ainda está em desenvolvimento, sendo que 80% dos pontos disponíveis estão na região Sudeste. Isso limita o uso de veículos elétricos em outras regiões do país, onde a oferta é escassa. O crescimento dos eletropostos será fundamental para aumentar a confiança dos motoristas e expandir o mercado.

Quanto custa e onde encontrar eletropostos?

A falta de eletropostos compromete a competitividade dos veículos elétricos frente aos híbridos. Quando comparados, os carros elétricos puramente elétricos exigem recargas frequentes e a dificuldade de encontrar postos pode desencorajar a compra. O modelo instalado pela Zletric, que remete a um posto de gasolina tradicional, requer investimentos significativos, dificultando a expansão desse tipo de infraestrutura.

Sob uma análise histórica, o mercado de veículos elétricos no Brasil avança lentamente, mas a expectativa é de que o cenário mude nos próximos anos. Consultorias estimam que o número de veículos elétricos e híbridos leves possa ultrapassar 1,4 milhão até 2030, mais que o dobro dos 628 mil atualmente em circulação.

Vale a pena comprar um carro elétrico em 2026?

O cenário de alta no preço da gasolina e a busca por alternativas mais econômicas tornam os veículos elétricos e híbridos mais atraentes. A eletricidade, com um custo médio de R$ 2 por kWh, proporciona autonomia de até 150 km para usuários de modelos híbridos, como os da Zletric, que registraram um aumento de mais de 30% na demanda desde fevereiro. Os proprietários de veículos elétricos também não pagam IPVA em alguns estados, o que acentua a atratividade.

A famosa marca Volvo, por exemplo, investiu R$ 70 milhões para instalar 75 carregadores em estradas no Brasil. Enquanto os clientes da Volvo gozam de gratuidade na recarga, outros modelos são cobrados em R$ 4 por kWh. Essa medida visa facilitar a mobilidade eletrificada entre longas distâncias, essencial para aumentar a aceitabilidade desses modelos no longo prazo.

A nova lei em São Paulo garante aos condôminos o direito de instalar estações de recarga em garagens privadas, embora a implementação tenha ressalvas em relação às normas técnicas e de segurança. A demanda por maiores diretrizes e infraestrutura adequada se torna evidente para que o avanço dos elétricos seja sustentável e seguro.

Os investidores estão atentos a essa transição. Dados estimam que os aportes em infraestrutura de carregamento podem culminar em R$ 14 bilhões anuais até 2030, segundo o Instituto Acende Brasil. O aumento no consumo de eletricidade projeta um crescimento nas receitas das distribuidoras, estimadas em R$ 10 bilhões por ano a partir de 2040.

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