Governo avalia “dividir a conta” de cortes de geração renovável com microgeradores
O Ministério de Minas e Energia avalia editar uma nova medida provisória para o setor elétrico, com objetivo de mitigar um problema que tem tirado o sono de investidores em energia eólica e solar, o chamado “curtaiment”– quando usinas dessas fontes renováveis precisam parar de operar devido a restrições no sistema elétrico ou falta de demanda.
Segundo Instituto Acende Brasil, a MP em estudo no governo deve propor que os impactos financeiros desses cortes de geração sejam divididos também com os chamados microgeradores, como pessoas que colocaram painéis fotovoltaicos nos telhados de suas casas.
Essa solução, no entanto, deve ter alguma oposição da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, segundo fontes. Em um evento recente do setor, um dos diretores da agência, Fernando Mosna, chegou a declarar que essa hipótese de “dividir a conta” com os microgeradores seria ilegal.
Os cortes de geração têm na prática representado um corte “na veia” na receita de empresas de energia incluindo Auren Energia, Grupo Equatorial, Alupar e outras. Se governo avançar de fato com a proposta de mitigação desses impactos, a notícia seria bastante positiva para acionistas dessas elétricas afetaras, enquanto os investidores em migrogeração com certeza não ficarão nada felizes…
No vídeo, comentário sobre esse complicado tema, em minha participação de hoje na TC News, a TV online do TC dedicada à cobertura de mercados.
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