Mesmo com lucro, setor elétrico brasileiro destrói R$ 109 bilhões em valor econômico agregado

Data da publicação: 19/05/2025

O Valor Econômico informa que mesmo com lucros operacionais crescentes e expansão dos investimentos, o setor elétrico brasileiro acumulou uma destruição de valor econômico de R$ 108,9 bilhões entre 2017 e 2023 — ou seja, geraram menos retorno do que o esperado para os recursos aplicados.

O dado consta na 6ª edição do estudo elaborado pela consultoria KPMG e o Instituto Acende Brasil, que avalia o desempenho do setor a partir da métrica de valor econômico agregado (EVA), considerando os segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia.

A reportagem explica que essa aparente contradição é explicada pela métrica de EVA, que compara o lucro operacional das empresas com o custo de manter os investimentos. Quando o lucro não cobre esse custo mínimo, há destruição de valor — mesmo que, no papel, as empresas estejam dando lucro. Ou seja, é preciso que o lucro seja suficiente para cobrir o custo do capital. Se não for, a empresa está destruindo valor econômico.

O estudo analisou o desempenho consolidado de 48 empresas dos segmentos de geração, transmissão e distribuição, considerando dados até 2023, já que os balanços do quarto trimestre de 2024 das empresas ainda não haviam sido publicados.

Laryssa Lomeu, sócia diretora da KPMG, frisa que o setor elétrico brasileiro visa investimentos de médio e longo prazo, o que aponta que investimentos feitos ainda não foram captados com o devido retorno aos acionistas. “O que impacta todos os setores é o aumento de consumo, uma vez que temos a retomada da economia acaba puxando um resultado das empresas”, diz a executiva.

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