BANNER FRONTIERS 2023
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Sobre o evento

Participe do Brazil Energy Frontiers 2025 e explore conosco as novas fronteiras do setor elétrico que serão apresentadas e debatidas por especialistas internacionais e nacionais no dia 21 de agosto de 2025.

PAINEL 1: RESGATE DA GOVERNANÇA INSTITUCIONAL

No passado, o Poder Executivo desempenhava papel de liderança na proposição de políticas públicas, inclusive na tramitação de matérias no Congresso Nacional. Nos últimos anos, houve uma transferência de parcela significativa do “poder orçamentário” do Poder Executivo para o Legislativo, que levou o Congresso Nacional a ganhar protagonismo na elaboração e execução do orçamento público. Este novo equilíbrio institucional se deu por meio da promulgação de três Emendas Constitucionais (EC 86/2015, 100/2019 e 105/2019) que estabeleceram “orçamento impositivo”, instrumento que prevê a execução obrigatória de emendas parlamentares.

Esta reconfiguração da estrutura constitucional presidencialista alterou a dinâmica legislativa, pois enquanto a atuação do Poder Executivo é pautada e avaliada pelos interesses nacionais nas eleições presidenciais, a dinâmica eleitoral dos parlamentares é pautada primordialmente pelos interesses locais e específicos. Esta nova dinâmica legislativa é especialmente perniciosa quando se trata da definição de políticas públicas para o setor elétrico, pois este setor essencial da economia exige uma delicada combinação de coerência sistêmica, coordenação e internalização de externalidades para assegurar o fornecimento de energia elétrica de forma eficiente, segura e com modicidade tarifária.

A disputa do poder não se limita ao Poder Legislativo, pois transborda também para as Agências Reguladoras como a Aneel e a ANP e para as autoridades setoriais, como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Estas instituições foram criadas para atuar como instituições técnicas, blindadas de interferências políticas, de interesses de curto prazo e de grupos de pressão em busca de benefícios econômicos. Hoje a nomeação para estes cargos está totalmente politizada e sua governança sofre de interferências de natureza não técnica, prejudicando o funcionamento destas instituições no atendimento de sua função econômica e social.

Neste contexto, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de se zelar pela boa governança institucional. É preciso relembrar o porquê da arquitetura institucional estabelecida e de suas respectivas competências, assim como da importância do respeito aos ritos e prazos e da transparência na condução de suas respectivas atividades. Somente assim será possível construir políticas públicas sólidas e duradouras no setor elétrico e em todos os demais setores regulados de nosso país.

PAINEL 2: DESCENTRALIZAÇÃO DA OFERTA DE ENERGIA: COORDENAÇÃO E CONCORRÊNCIA

O sistema elétrico se assemelha a um complexo organismo composto de múltiplos órgãos, cada qual especializado em uma função específica, operando de forma integrada, coordenada e interdependente para o benefício do todo. Reformas liberalizantes promovidas nas últimas décadas têm aberto o setor elétrico cada vez mais para a livre iniciativa e para a competição. A pergunta que surge nesse contexto é: a coordenação é possível em um ambiente descentralizado?

Ao mesmo tempo, observam-se crescentes distorções no setor elétrico brasileiro alimentadas pela contínua concessão de subsídios sem critérios claros e transparentes. Os vários subsídios incentivam agentes a aderir às alternativas favorecidas, o que eleva os encargos setoriais requeridos para custear as benesses concedidas. Esta tendência também incentiva os agentes a buscar o autossuprimento – seja na autoprodução, seja no autoconsumo com minigeração ou microgeração distribuída. Assim, reduz-se a base de arrecadação de encargos, o que torna necessária a elevação das cotas, retroalimentando o movimento de fuga dos encargos. É possível romper este ciclo vicioso?

Para agravar a situação, o balanceamento entre oferta e demanda de energia tem se tornado cada mais complexa em função da crescente participação de fontes intermitentes e não controláveis. A injeção de energia proveniente destas fontes vem ampliando a variabilidade da carga a ser atendida pelas usinas acionadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que exige mais flexibilidade operativa. A reflexão que tem se tornado cada vez mais presente é: como fomentar a provisão dos requisitos demandados pelo sistema elétrico?

Uma das respostas para essa reflexão que será explorada neste painel é a promoção da coordenação por meio do sistema de preços, o que por sua vez exige o aprimoramento de mecanismos de mercado para assegurar a adequada internalização das externalidades.

LOCAL: JW MARRIOTT HOTEL

ENDEREÇO: Av. Atlântica, 2600 – Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

RESERVAS: reservas.brasil@marriott.com ou 0800 703 1512 (mencionar o evento “Brazil Energy Frontiers” para garantir 20% de desconto sobre a tarifa vigente no site)

Programação

Painel 01  (Manhã)Painel 02  (Tarde)
RESGATE DA GOVERNANÇA INSTITUCIONALDESCENTRALIZAÇÃO: COORDENAÇÃO E CONCORRÊNCIA
Enfraquecimento da Agência Reguladora;
Interferências e politização dos órgãos setoriais;
• Intervenções sobre a regulação e planejamento energético;
• Atropelos no rito legislativo; e
• Recomendações para resgatar a governança
Descentralização resultante da comercialização livre, autoprodução e MMGD ;
• Catalisador principal: fuga de encargos e contratação compulsória;
• Coordenação em mercado descentralizado e sinalização de preços apropriada;
• Fatores que distorcem preços e concorrência; e
• Mecanismos de mercado para aprimorar a precificação e operação
  21 DE AGOSTO
09:00 – 09:15 Abertura: Claudio J. D. Sales (Instituto Acende Brasil)
Painel I Resgate da Governança Institucional
09:15 – 09:40 Contexto e Questões para Debate: Eduardo Müller Monteiro (Instituto Acende Brasil) – ACESSE A APRESENTAÇÃO  
09:40 – 10:25 Keynote Speaker – Caio Junqueira (Analista Político e Repórter na CNN Brasil) – ACESSE A APRESENTAÇÃO
10:25 – 10:40 Q&A Session
10:40 – 11:10 Intervalo
11:10 – 12:30 Painel de Debate:
Gustavo Estrella (CEO da CPFL Energia)
Marcio Fortes (Ex-Deputado Federal)
Paulo Pedrosa (Presidente da Abrace)
– Silvio Cascione (Diretor da Eurasia Group) 
Eduardo Müller Monteiro (Moderador, Instituto Acende Brasil)
Painel II Descentralização: Coordenação e Concorrência 
14:00 – 14:25 Contexto e Questões para Debate: Richard Hochstetler (Instituto Acende Brasil) – ACESSE A APRESENTAÇÃO
14:25 – 15:10 Keynote Speaker – William Hogan (Professor Emérito na Universidade Harvard) – ACESSE A APRESENTAÇÃO
15:10 – 15:25 Q&A Session
15:25 – 15:55 Intervalo
15:55 – 17:15 Painel de Debate:
Camilla Fernandes (Diretora na Abrage)
Erik Rêgo (Professor de Mercados de Energia da Escola Politécnica da USP)
Priscila Lino (Diretora Executiva de Assuntos Regulatórios e Mercado da Auren)  
Rodrigo Sacchi (Gerente Executivo da CCEE)
Claudio J. D. Sales (Moderador, Instituto Acende Brasil)
17:15-17:20 Encerramento 
   
   
   
   

Speakers e Debatedores

Painel I - RESGATE DA GOVERNANÇA INSTITUCIONAL

Keynote Speaker

Caio Junqueira
Caio Junqueira é repórter e analista de política da CNN Brasil, onde divide a bancada todas as noites no programa WW de William Waack. Formado em direito e jornalismo na PUC-SP, cobre política há mais de 20 anos, tendo passagens pela Folha de S. Paulo, Valor Econômico, O Estado de S. Paulo e revista Crusoé. Morou em Brasília por dez anos cobrindo Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal.

Debatedores

Gustavo Estrella
Gustavo Estrella é formado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e possui MBA em Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC-RJ). Trabalhou no Grupo Lafarge e nas empresas Light e Brasil Telecom. Desde 2001 atua no Grupo CPFL Energia, onde construiu uma sólida carreira ocupando os cargos de Gerente de Planejamento Econômico-Financeiro, Diretor de Relações com Investidores, Diretor de Planejamento e Controladoria, além de ter sido Diretor Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores. No início de 2019, Gustavo assumiu o cargo de Presidente do Grupo CPFL Energia. Como principais destaques de sua gestão, liderou o retorno da empresa ao mercado de capitais em 2019, consolidando-a como uma das maiores empresas no mercado de distribuição entre os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná; e esteve a frente do processo de aquisição da CEEE-Transmissão, hoje CPFL Transmissão, em 2021. Na comercialização é uma das líderes no mercado livre, posição que também tem no segmento de Geração, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis. Em 2020, recebeu o Prêmio Equities Deal of the Year 2020 – Americas concedido pela publicação The Banker, divisão do jornal britânico Financial Times, devido ao sucesso do Re-IPO da CPFL Energia em 2019, que levantou R$ 3,7 bilhões com a venda de ações no mercado de capitais. Além disso também esteve à frente do processo de fechamento de capital da CPFL Renováveis. Gustavo é também Presidente do Conselho de Administração do Instituto CPFL e membro do Conselho de Administração da CPFL Energia, da ABDIB-Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base e do ONS-Operador Nacional do Sistema Elétrico. Além disso, como porta voz do ODS 3, é embaixador do programa "Liderança com ImPacto", uma iniciativa do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).
Marcio Fortes
Nascido em 1944, é engenheiro civil pela PUC do Rio. É membro dos Conselhos da PUC, da FGV e do IBEF. Foi CEO da João Fortes Engenharia, da Emplasa, do BANERJ e do BNDES. Foi Secretário de Obras do Município do Rio de Janeiro e de Indústria, Comércio e Turismo do Estado do Rio. Secretário Geral do Ministério da Fazenda, Ministro da Fazenda Interino e membro dos Conselhos da Petrobras, do Banco do Brasil e da Companhia do Metrô. Foi Deputado Federal pelo PSDB de 1995 a 2007 e “visiting scholar” na Columbia University, de 2017 a 2019.
Paulo Pedrosa
Engenheiro mecânico formado pela UnB, Paulo Pedrosa preside a ABRACE desde fevereiro de 2019, e também comandou a Associação entre 2011 e 2016, sendo chamado a ocupar a Secretaria Executiva do Ministério de Minas e Energia. Integrou a direção da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de 2001 a 2005. Trabalhou na Eletronorte e na Chesf, subsidiárias da Eletrobras. Foi conselheiro do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), da Equatorial Energia, da Cemar e da Light.
Silvio Cascione
Silvio é o chefe da Eurasia Group no Brasil, com mais de quinze anos de experiência em análise e reportagem sobre temas políticos e econômicos. Antes de se juntar à Eurasia em 2017, foi correspondente para a Reuters News em Brasília. Escreve semanalmente para o jornal O Estado de S. Paulo, como colunista. Referência como um dos principais analistas de risco político do país, Silvio apresenta as visões da Eurasia para os principais players do mercado financeiro e para círculos empresariais que buscam compreender os riscos e identificar oportunidades no Brasil e na América Latina. Silvio possui mestrado em Ciência Política pela Universidade de Brasília. Ele também possui especialização em Economia e Finanças pela Fundação Getúlio Vargas – SP e é graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo.

Painel II - DESCENTRALIZAÇÃO: COORDENAÇÃO E CONCORRÊNCIA

Keynote Speaker

William Hogan
Professor Hogan foi Diretor de Pesquisa do Harvard Electricity Policy Group (HEPG), que explorou as questões envolvidas na transição para um mercado de eletricidade mais competitivo. Ele também atuou como Presidente do Comitê de Nomeações, Diretor de Estudos de Pós-Graduação em Políticas Públicas e em Economia Política e Programas Governamentais na Kennedy School of Government, Presidente do Programa de Políticas Públicas, Diretor do Repsol YPF - Programa de Bolsistas da Harvard Kennedy School para pesquisa em política energética e como Diretor do Centro de Política Energética e Ambiental. Anteriormente, foi membro do corpo docente da Universidade Stanford, onde fundou o Energy Modeling Forum (EMF), e é ex-presidente da International Association for Energy Economics (IAEE). Ele obteve sua graduação pela Academia da Força Aérea dos EUA e seu doutorado pela UCLA. O Professor Hogan tem se envolvido ativamente na concepção e no aprimoramento de mercados de eletricidade competitivos em diversas regiões dos Estados Unidos, bem como em todo o mundo, da Inglaterra à Austrália. Suas atividades incluem a criação de estruturas e regras de mercado pelas quais organizações regionais de transmissão, em diversas formas, coordenam mercados baseados em licitações para energia, serviços auxiliares e direitos financeiros de transmissão.

Debatedores

Camilla Fernandes
Graduada e mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Gestão Pública pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e tem formação complementar em regulação do setor elétrico pela Florence School of Regulation da European University Institute e pela Warrington College of Business da University of Florida; além de formação para atuação em Conselhos de Administração pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Com uma sólida trajetória no setor elétrico brasileiro, acumulando mais de 21 anos de experiência, Camilla atuou como Diretora de Comercialização de Energia na Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. – ENBPar. Diretora de Programa na Secretaria-Executiva do Ministério de Minas e Energia – MME; Assessora da Diretoria, Superintendente Adjunta e Especialista em Regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL; engenheira de equipamentos na Eletrobras Eletronorte e pesquisadora em projetos de P&Ds. Paralelamente, leciona como professora convidada a profissionais do setor elétrico em cursos de pós-graduação em relevantes instituições de ensino.
Erik Rego
Professor associado da Escola Politécnica da USP, fundador e vice coordenador do Centro de Transição Energética da USP, Erik Rego é engenheiro de produção, bacharel em ciências econômicas, mestre e doutor em energia, livre docente em engenharia de produção, todos título pela USP. Além da academia, acumula experiência de mais de 20 anos no mercado de energia, com passagens pelo setor financeiro (B3 e banco de investimento BV), empresas de consultoria especializadas em energia (Excelência Energética e PSR) e empresa pública (ex-diretor de Estudos de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética – EPE). Atualmente ainda é membro, por notório saber, do Conselho Estadual de Política Energética – CEPE, sendo que já foi membro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE
Priscila Lino
Desde 2022 é Diretora de Assuntos Regulatórios e Mercado na Auren Energia. Representa a companhia nos Conselhos de Administração da APINE, ABRAGE e ABIAPE. Com experiência de quase 25 anos no setor elétrico, teve passagens pela PSR e Elera Renováveis. É formada em Matemática com mestrado em Pesquisa Operacional, ambos pela UFRJ, além de MBA em Finanças Corporativas pela PUC/RJ.
Rodrigo Sacchi
Rodrigo Sacchi é formado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC/USP) em 2001. Desenvolveu seu mestrado (2004) e doutorado (2009) em Planejamento Energético na própria EESC/USP. Foi pesquisador-visitante na University of Florida (UF), em 2006, e na University of California at Los Angeles (UCLA), em 2007, ambas nos Estados Unidos. Possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ), concluído em 2012. Com mais de 15 anos de experiência profissional, trabalhou no Grupo CPFL como assessor da vice-presidência de gestão de energia e coordenador do planejamento da geração. Trabalhou na Brookfield Energia Renovável como diretor de portfólio e estudos de mercado. Desde 2019, é gerente-executivo de preços, modelos e estudos energéticos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). É também professor do Programa de Educação Continuada em Engenharia (PECE) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), professor do MBA em Gestão de Riscos na Comercialização de Energia da parceria CCEE/USP, e professor do curso de Especialização em Sistemas Elétricos de Potência (CESEP) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Público-Alvo:

  • Empresas do Setor Elétrico (Geradoras, Transmissoras, Distribuidoras e Comercializadoras)
  • Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário)
  • Entidades Governamentais e Reguladores
  • Institutos e Centros de Pesquisa, Professores e Estudantes Universitários
  • Grandes Consumidores de Energia e Autoprodutores
  • Bancos de Investimentos e de Fomento, Agências Multilaterais e Seguradoras
  • Fornecedores de Equipamentos
  • Construtoras
  • Empresas de Consultoria
  • Escritórios de Advocacia

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Brazil Energy Frontiers 2023

O Brasil é o país da transição energética. Com 85% de sua matriz elétrica e metade da sua matriz energética renováveis, é um dos países com o maior potencial para desenvolver uma economia de baixo carbono.

Porém, a manutenção do alto grau de renovabilidade de suas matrizes requererá um planejamento cuidadoso e altos investimentos em tecnologias com baixa emissão de carbono. O desafio é encontrar formas para acelerar essa transição de forma justa, permitindo o acesso às fontes renováveis para toda a população e setores econômicos, sem impactar de forma significativa o meio ambiente e a sociedade.

Dentro do processo de transição energética, o Brasil comprometeu-se a reduzir suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) pela metade até 2030 e neutralizá-las até 2050. E para que isso aconteça as seguintes questões precisarão ser endereçadas:

  • quais são as estratégias mais eficazes para aumentar a participação de fontes renováveis na geração de energia do país e quais as consequências da eletrificação dos transportes?
  • como melhorar a eficiência energética, desenvolver e implementar sistemas de armazenamento de energia eficientes e escaláveis para lidar com a intermitência das fontes renováveis?
  • quais são os impactos ambientais da transição energética e como garantir a proteção ambiental durante esse processo e como lidar com desafios socioeconômicos como a criação de empregos na indústria de energias renováveis e a mitigação de impactos nas comunidades dependentes de combustíveis fósseis?
  • quais políticas e incentivos são necessários para estimular o investimento em tecnologias limpas e sustentáveis no setor energético e como fortalecer a pesquisa e desenvolvimento nestas tecnologias?

Na outra ponta da cadeia de valor GTDC (Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização), voltamos o olhar para a sustentabilidade da distribuição de energia elétrica. 

São as distribuidoras, com suas redes de alta capilaridade, que permitem a integração de um vasto e diverso universo de consumidores e de recursos energéticos distribuídos que viabilizam tanto a exploração das sinergias quanto a confiabilidade esperada de uma operação integrada. São as distribuidoras que encabeçam a interação com os clientes, assegurando o recebimento das receitas de toda a cadeia produtiva.

Apesar de sua relevância para o país, as distribuidoras estão sob ameaça. Os desafios surgem de todos os lados: 

  • a forte expansão de recursos energéticos distribuídos requerer uma alteração de paradigma na forma que as redes de distribuição são estruturadas, operadas e remuneradas;
  • os problemas sociais associados às inúmeras áreas abandonadas pelo estado ao redor do país, onde a inadimplência e o furto de energia são endêmicos, desafiam a provisão dos serviços públicos; 
  • a gradual abertura do mercado exigirá adaptações e ajustes no arcabouço regulatório para assegurar a continuidade de um fornecimento de eletricidade seguro e confiável; e
  • a definição do equilíbrio desejado entre maior qualidade de serviço ou maior modicidade tarifária dada a diversidade de preferências de seus diferentes clientes.

Neste momento, em que concessionárias que servem cerca de dois terços do país estão no processo de renovação de suas concessões, cabe refletir qual é a moldura mais apropriada para enquadrar o serviço de distribuição de energia nas próximas décadas.

LOCAL: WINDSOR HOTEL

ENDEREÇO: SHN Q. 1 Conjunto A Bl. A – Asa Norte, Brasília – DF

Brazil Energy Frontiers 2017-1
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Brazil Energy Frontiers 2021

Testemunharemos profundas transformações nos próximos anos. Ironicamente, muitas das transformações que até pouco tempo atrás pareciam pertencer a um futuro longínquo e abstrato, hoje já são tratadas como certas e óbvias.

O próprio conceito de “mercado de energia”, introduzido no Brasil há vinte anos, já está consolidado e a vigorosa concorrência tanto na geração quanto na comercialização de energia tem propiciado a inserção de novos agentes e tecnologias no setor.

Mas alguns aprimoramentos são necessários. Um deles inclui proporcionar maior segurança ao mercado em busca dos incentivos que reforcem a atuação de bons agentes. O sistema de leilões de energia também precisa avançar para levar em conta outras dimensões (lastro) de forma a induzir uma expansão mais aderente aos requisitos do sistema.

A livre comercialização de energia, que no passado era restrita a uma parcela dos consumidores, caminha para uma ampla abertura. Os clientes que no passado só eram referidos como “carga”, tornam-se, aos poucos, participantes ativos no mercado, seja pelos programas de resposta da demanda, seja com a implantação de geração própria distribuída no sistema de compensação de energia. A partir destes avanços, quais são as mudanças regulatórias necessárias para turbinar as melhores oportunidades geradas por essas mudanças?

A oferta doméstica de gás natural deve crescer substancialmente nos próximos anos, ampliando o seu papel na matriz energética. Isto implica a necessidade de uma sintonia fina e abrangente entre as regulamentações dos mercados de gás natural e de energia elétrica para que seja possível explorar as sinergias e superar os desafios de desenvolvimento dos dois mercados.

A inserção massiva de fontes não controláveis também introduz complexidade no sistema, mas há diversas tecnologias em desenvolvimento que podem ajudar a solucionar os problemas desde que a inserção das alternativas tecnológicas mais promissoras seja acompanhada da adaptação do mercado e do marco regulatório para viabilizar a remuneração desses ativos.

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Brazil Energy Frontiers 2019

Nos próximos anos o setor elétrico passará por grandes transformações. A inserção crescente de geração distribuída, de veículos elétricos, de baterias e de equipamentos dotados de interconexão digital (“Internet das Coisas”) alterarão o perfil da produção e do consumo de energia elétrica. A ampliação da liberdade de escolha viabilizará uma crescente concorrência e inovação na comercialização de energia.

Tais transformações exigirão mudanças em todos os elos da cadeia de valor do setor:

  • o padrão de operação horossazonal precisará ser incorporado ao planejamento da expansão em função do aumento de participação de fontes renováveis variáveis na matriz elétrica;
  • a capacidade de gerar energia de forma flexível, sob demanda, e de prestar serviços auxiliares tornar-se-á cada vez mais importante;
  • as redes de transmissão e distribuição terão que ser modernizadas para lidar com um padrão mais variável de fluxos elétricos;
  • as distribuidoras poderão assumir um papel cada vez mais importante na coordenação da operação local e como DSOs (Distribution System Operators); e
  • comercializadores e outros prestadores de serviços poderão oferecer uma gama de novos produtos e serviços ao consumidor final.

Na 5ª edição do Brazil Energy Frontiers foi abordados estas questões a partir de duas perspectivas.

No período da manhã foi examinado estes temas a partir do ponto de vista da oferta de energia, tratando de questões como:

  • Qual é a perspectiva para a expansão da geração centralizada?
  • Que tipo de geração será mais demandado neste novo contexto?
  • Quais adequações são necessárias nas redes de transmissão e distribuição para acomodar esta nova realidade?
  • Como o planejamento e operação precisam ser adaptados para lidar com esta nova configuração do sistema elétrico?
  • Quais são as adequações necessárias no mercado atacadista?

Já no período da tarde estes temas serão examinados sob a perspectiva dos consumidores de eletricidade. As inovações tecnológicas que possibilitam que o consumidor participe do mercado de energia de forma mais ativa – seja produzindo energia, seja gerenciando o seu consumo – e que originam uma série de reflexões:

  • Como serão os consumidores do futuro e como reagirão diante das novas opções de oferta e consumo?
  • Como a introdução da figura de prossumidor (consumidor que também produz eletricidade) alterará a dinâmica do setor?
  • Qual será o papel de cada um dos agentes (principalmente dos Distribuidores e dos Comercializadores) neste novo contexto?
  • Quais são as mudanças regulatórias que precisam ser feitas para se chegar ao futuro desejado?
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Brazil Energy Frontiers 2017

Na quarta edição do Brazil Energy Frontiers, conferência bienal do Instituto Acende Brasil, vimos que as fronteiras globais de evolução do Setor Elétrico já bateram à nossa porta. O modelo atual – fortemente centralizado, com segregação de mercados, com operação e precificação derivadas diretamente de modelos computacionais – que balizou o setor nas últimas décadas está sendo fortemente desafiado pela complexidade crescente tanto do lado da oferta quanto da demanda de energia. 

Mas, afinal, como deve ser redesenhado o mercado de energia elétrica?

Uma das visões de futuro sobre o tema foi trazida pelo Prof. Alfredo Garcia, da Universidade da Flórida, reconhecido como um dos expoentes acadêmicos globais no tratamento dessas questões. Ele foi o “keynote speaker internacional” no painel da tarde: “Uma visão para o futuro”.

Antes, porém, durante a manhã, foram avaliadas as perspectivas das mudanças regulatórias mais recentes, a partir da fala do Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia e de dois painéis de debates em que agentes dos setores de geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia apresentaram suas opiniões sobre os riscos e oportunidades setoriais mais críticos. O nome do painel (“Da Prancheta para a Realidade”) revela o espírito do debate. 

A visão para o futuro que foi apresentada e debatida à tarde deu respostas adequadas aos desafios escrutinados no painel da manhã? 

Responder a essa questão foi o objetivo do Brazil Energy Frontiers 2017 que, a exemplo das edições anteriores, deverá ser lembrado como um fórum para discussão de fronteira sobre o futuro, cada vez mais presente, do setor elétrico brasileiro.

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Brazil Energy Frontiers 2015

A 3ª edição da conferência Brazil Energy Frontiers, realizada em 2015, retomou a discussão dos desafios de longo prazo que redefinirão as fronteiras do setor elétrico no Brasil e no mundo.

Seus três painéis foram:

Painel 1: “Política Energética: Expansão da Geração na Era Pós-Hidrelétrica”;

Keynote Speaker InternacionalJulian Critchlow (Bain & Company)

Keynote Speaker NacionalAltino Ventura Filho (MME)

Painel de Debate
Sérgio Valdir Bajay (Universidade Estadual de Campinas)
Ildo Sauer (Universidade de São Paulo)
José Luiz Alqueres
Alexandre Uhlig  (Instituto Acende Brasil)

PALESTRA MAGNA: Hugh Rudnick (Pontificia Universidad Catolica de Chile)

Painel 2: “Mercado de Energia: O Futuro dos Ambientes de Contratação Livre e Regulado”; 

Keynote Speaker InternacionalFrank Wolak (Stanford University)

Keynote Speaker NacionalRui Altieri (CCEE)

Painel de Debate
Christopher Vlavianos (Comerc)
Leonardo Nepomuceno (Universidade Estadual Paulista)
Paulo Born (Roland Berger)
Richard Lee Hochstetler  (Instituto Acende Brasil)

Painel 3: “Regulação Tarifária: Um Novo Regime para Uma Nova Realidade”

Keynote Speaker InternacionalMichael Pollitt (University of Cambridge)

Keynote Speaker NacionalTiago de Barros Correia (Aneel)

Painel de Debate
Francisco Anuatti Neto (Universidade de São Paulo)
Fernando Alvarez (Siglasul) 
Carlos Morosoli (Quantum)
Eduardo Müller Monteiro  (Instituto Acende Brasil)

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Brazil Energy Frontiers 2013

O setor de energia, no Brasil e no mundo, é marcado pela complexidade e pela alteração constante de suas bases institucionais, tecnológicas, econômicas, socioambientais e regulatórias.

A Conferência “Brazil Energy Frontiers 2013” tem o objetivo de construir cenários robustos para suportar as decisões empresariais, acadêmicas, governamentais e regulatórias que definirão as fronteiras do negócio “energia” nas próximas décadas.

Durante dois dias foram apresentadas e discutidas visões globais para o tema “O Setor Elétrico e as Novas Fronteiras Globais” ao longo de três dimensões estratégicas:

  • Tributos e encargos sobre a eletricidade: eficiência econômica e social

Keynote Speaker InternacionalJack Mintz (Universidade de Calgary)

Keynote Speaker NacionalBernard Appy (LCA Consultores)

Painel de Debate
Antonio Delfim Netto (FEA-USP)
Kiyoshi Harada (Harada Advogados Associados)
Rozane Siqueira (UFPE)
Eduardo Müller Monteiro (Instituto Acende Brasil)

  • Energia, comunidades locais e povos tradicionais: participação e inclusão

Keynote Speaker InternacionalKirsten-Maria Schapira-Felderhoff (Organização Internacional do Trabalho – OIT)

Keynote Speaker NacionalLuiz Ros (Banco Interamericano de Desenvolvimento)

Painel de Debate
Cassio Noronha Ingles de Sousa (Consultor Independente)
Francisco Romario Wojcicki (Ministério de Minas e Energia)
Mario Gisi (Ministério Público Federal)
Alexandre Uhlig (Instituto Acende Brasil)
Maria Janete Albuquerque de Carvalho (FUNAI)

  • Expansão da oferta de energia: planejamento e leilões

Keynote Speaker InternacionalPeter Cramton (Universidade de Maryland)

Keynote Speaker NacionalJosé Carlos de Miranda Farias (Empresa de Pesquisa Energética)

Painel de Debate
Erik Eduardo Rego (Excelência Energética)
Hermes Chipp (ONS) 
Luiz Barroso (PSR)
Richard Lee Hochstetler (Instituto Acende Brasil)

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Brazil Energy Frontiers 2011

O setor de energia, no Brasil e no mundo, é marcado pela complexidade e pela alteração constante de suas bases institucionais, tecnológicas, econômicas, socioambientais e regulatórias.

A Conferência e Exposição “Brazil Energy Frontiers 2011” tem o objetivo de construir cenários robustos para suportar as decisões empresariais, acadêmicas, governamentais e regulatórias que definirão as fronteiras do negócio “energia” nas próximas décadas.

Durante dois dias serão apresentadas e discutidas visões globais para o tema “O Setor Elétrico e as Novas Fronteiras Globais” ao longo de quatro dimensões estratégicas:

  • 1. Tendências Globais e Desafios Locais para a Expansão da Oferta

International Keynote SpeakerProf. Dr. Jeremy Rifkin

Local Keynote SpeakerProf. Dr. José Goldemberg

Painel de Debate: Eng. Amilcar Guerreiro (Diretor de estudos econômicos da EPE) e Prof. Dr. Sérgio Bajay (Unicamp) e Prof. Dr. Afonso Henriques Moreira Santos (Unifei) 

  • 2. Participação Estatal e Iniciativa Privada no Setor de Energia

International Keynote SpeakerChristopher Garman

Local Keynote SpeakerProf. Dr. Eduardo Gianetti

Painel de Debate: Profª Drª Virgínia Parente (USP), Prof. Dr. Bernardo Mueller (UnB) e Prof. Dr. José Márcio Camargo (PUC-RJ)

  • 3. Pessoas, Ecossistemas e Energia

International Keynote SpeakerChristopher Flavin

Local Keynote SpeakerProf. Dr. Roberto Schaeffer

Painel de Debate: Prof. Dr. Gilberto Jannuzzi (Unicamp), Prof. Dr. Ronaldo Serôa da Mota (IBMEC) e Eng. Pedro Bara Neto (WWF)

  • 4. Fronteiras na Regulação de Tarifas: Teoria e Prática

International Keynote SpeakerProf. Dr. Stephen Littlechild

Local Keynote SpeakerJosé Mário Abdo

Painel de Debate: Prof. Dr. José W. Marangon (Unifei), Prof. Dr. João Manuel Pinho de Mello (PUC-RJ) e Eng. Fernando Alvarez (Siglasul)

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